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Maria José Madi, de 58 anos, descobriu por acaso que estava com câncer de rim. Ela ia operar a vesícula biliar, e o médico solicitou um ultrassom de rotina. Só que esse exame acabou detectando um tumor no rim direito. Com testes complementares, recebeu o diagnóstico de câncer e, após três dias, foi internada para fazer a cirurgia que retira o órgão. Quatro anos depois, foi localizada metástase no pulmão. Maria segue fazendo tratamento atualmente: “Não me entrego. Mas tive momentos que questionei o porquê disso tudo. Fiquei deprimida, não queria mais me cuidar, não queria mais sair. Demorei muito tempo para entender que agora é que eu tenho que aproveitar minha vida. Então aproveito cada minuto”.

A dificuldade em identificar corretamente o câncer hematológico é um dos grandes desafios da comunidade científica. Esses tipos de câncer (leucemias, linfomas e mieolomas – a nomenclatura varia de acordo com a célula afetada) têm características únicas e não são tão conhecidos como tumores de mama ou cólon. Existem mais de 100 linfomas, por exemplo, e poucos patologistas conseguem analisar corretamente e diagnosticar com exatidão, conforme explica o oncologista hematologista Álvaro Alencar, especializado em neoplasias linfoides e membro do Serviço de Linfoma da Universidade de Miami.

Estudos permitiram a criação de medicamento que interrompe o ataque dos tumores

Os imunologistas James P Allison, dos Estados Unidos, e Tasuku Honjo, do Japão, ganharam o Prêmio Nobel de Medicina 2018 pelos trabalhos que desenvolveram para o tratamento de câncer. Eles descobriram que o sistema imunológico do corpo pode ser aproveitado para atacar as células cancerígenas. Os dois vão dividir o valor de 9 milhões de coroas suecas, o que corresponde a cerca de R$ 4 milhões. O anúncio foi realizado pela assembleia do Nobel no Instituto Karolinska, na Suécia. 

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